Centenário

Centenário

 

Fundada em 8 de Abril de 1911, e tendo iniciado as operações de crédito agrícola mútuo em 20 de Junho seguinte, a actividade da Caixa de Bombarral completou em 2011 cem anos ao serviço do concelho, da região e do sector cooperativo em Portugal.

No longo caminho já percorrido, devem ser recordados e salientados alguns dos mais importante passos (“nunca maiores que a perna”, refira-se!) da vida da instituição. Assim, e segmentando essa vivência em 5 períodos, tidos por diferenciadores das principais situações institucionais e organizacionais do Crédito Agrícola ao longo do tempo (nesse sentido, ver Maria Inês Mansinho, 2009), temos:

 

1 – Período de 1911 a 1929

“Na primeira República e na sequência da legislação aprovada, as CCAM
desenvolveram-se com alguma rapidez(…)”

 

2 – Período de 1929 a 1974

“Com a implantação das estruturas jurídicas e políticas do Estado Novo, 
o  CAM sofreu um assinalável abrandamento(…)”

 

3 – Período de 1974 a 1982

“Com a Revolução de 25 de Abril de 1974, “os novos ventos democráticos iriam 
abrir ao Crédito Agrícola Mútuo perspectivas de desenvolvimento nunca antes
registadas(…)”

 

4 – Período de 1982 a 1991   

“A partir da aprovação do Regime Jurídico de 1982, o CAM entrou efectivamente numa nova era (sendo que) a criação em 1984 da Caixa Central do CAM e, em 1987, do Fundo de Garantia, são marcos de grande importância na afirmação/transformação do sistema. (…)”

 

5 – Período de 1991 a 2000

“O Decreto-Lei n.º 24/91, de 11 de Janeiro, e legislação complementar, que revogou o Regime Jurídico anterior vieram instituir o SICAM – Sistema Integrado de Crédito Agrícola Mútuo (…) A Caixa Central confirmava-se assim como organismo nuclear do SICAM e, sem prejuízo da competência própria do Banco de Portugal, tinha não só funções de representação do sistema, mas também de orientação e fiscalização e, quando necessário, de intervenção na gestão das suas associadas (…) Não era, porém obrigatória a adesão das CCAM ao SICAM, embora as regras de funcionamento para as Caixas não aderentes fossem mais exigentes e similares às aplicadas a outras instituições de crédito (…) As Caixas independentes (entre as quais a CCAM Bombarral) tinham grande capacidade financeira e discordavam da forma como a Caixa Central poderia vir a actuar (…)”